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Setor imobiliário prevê 2026 aquecido

  • 02/03/2026

Queda da taxa Selic, melhora das condições de crédito e orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS sinalizam.


Com expectativa de queda da taxa Selic e melhora das condições de crédito, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) prevê um desempenho para o setor neste ano superior ao registrado em 2025.

Os lançamentos cresceram 10,6%, totalizando 453.005 unidades, e as vendas avançaram 5,4%, em 2025.

Para este ano, a meta do governo para o Minha Casa, Minha Vida, de alcançar 3 milhões de unidades contratadas, reforça a demanda, segundo o setor, com a garantia de orçamento do FGTS.

A expectativa é sustentada pela combinação de um conjunto de fatores:

  • Início do ciclo de redução da taxa de juros
  • Orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS
  • Novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida
  • Implementação do novo modelo de financiamento habitacional com recursos da poupança
  • Investimentos em infraestrutura


Planejamento

  • Com o mercado mais aquecido, as pessoas que desejam comprar um imóvel neste ano devem começar a se planejar.
  • Para realizar o sonho da casa própria, é preciso pesquisar, avaliar os preços e as condições de financiamento para tomar a decisão certa.
  • A Caixa Econômica Federal preparou um série de medidas para quem pretende comprar um imóvel. Confira das dicas a seguir.


O passo a passo para se organizar:

1 - Defina o tipo de imóvel e a localização

  • Veja se o intuito é adquirir algo novo ou usado, apartamento ou casa, assim como a metragem ou quantidade de quartos que atenderia bem você e sua família.
  • Escolha as cidades também que você gostaria de adquirir.
  • Nesta etapa, vale também ver a mobilidade e infraestrutura do bairro, valor de condomínio de IPTU e potencial de valorização.
  • A partir daí, inicie simulações e veja qual valor de imóvel estaria dentro do seu orçamento.

“Quando você quiser um imóvel, procure várias construtoras, vários corretores e faça simulações, porque, às vezes, com um corretor você precisa dar entrada maior, com outro corretor você consegue uma entrada um pouco menor e consegue negociar isso de uma forma ainda melhor.”

(destaca a Caixa, em nonta)


2 - Analise bem suas finanças

  • Com uma ideia do que virá pela frente, comece a quitar dívidas, planejar gastos e definir um valor ideal de imóvel.
  • Comece uma rotina de disciplina financeira.
  • Veja quanto você precisa juntar, quanto gastaria com entrada, além de uma reserva separada para taxas (ITBI, registro, escritura e etc).
  • Com isso em mãos, coloque no papel quanto entra e quanto sai todo mês, já visualizando o que pode ser poupado.

“Deve ser considerado na compra de um imóvel, além das despesas acima, o custo mensal para manutenção desse imóvel, como o valor da prestação do financiamento, condomínio, água, luz e IPTU.”


3 - Estude as formas de financiamento

  • Programa Minha Casa Minha Vida - destinado às famílias com renda de até R$ 12 mil e imóveis até R$ 500 mil. A taxas de juros nominais variam de 4% até 10% ao ano, permitindo financiar até 80% do valor do imóvel nos sistemas de amortização SAC e Price, com até 35 anos para pagar.
  • Nas demais modalidades no SFH - o valor máximo dos imóveis financiáveis é R$ 2,25 milhões com até 35 anos para pagar. Porém, o valor máximo de financiamento vai depender da capacidade de pagamento dos proponentes, podendo comprometer até 30% da renda familiar bruta. O banco financia até 80% do valor do imóvel na modalidade SAC e até 70% na modalidade Price.

“O financiamento habitacional é corrigido pela TR, atualizando mensalmente o saldo devedor na data de vencimento das prestações.”


4 - Veja a lista de documentos

  • Documento oficial de identificação
  • Comprovante de renda atualizado, emitido no máximo há 2 meses
  • Certidão atualizada de inteiro teor da matrícula do imóvel
  • Para uso do FGTS, separe a última declaração do Imposto de Renda
  • Recibo de entrega à Receita Federal
  • Carteira de trabalho ou extrato de FGTS


5 - Se você tem FGTS, veja seu saldo e como gostaria de utilizá-lo na compra

  • Você pode usar o FGTS para comprar, construir, amortizar ou quitar financiamento de imóvel residencial, usando-o como entrada, para abater parcelas ou até o valor total.
  • Mas isso é possível desde que cumpra regras como ter 3 anos de trabalho com FGTS, não ter outro financiamento ativo no SFH e o imóvel se enquadrar nos limites de valor do SFH (até R$ 2,5 milhões) e ter uso para moradia própria.
  • Como entrada: usar o saldo como parte do pagamento ou para aquisição total do imóvel, caso tenha saldo suficiente.
  • Amortização/liquidação: diminuir o valor da dívida ou quitar o financiamento.
  • Pagamento de parcelas: reduzir até 80% do valor das prestações por 12 meses consecutivos, usando o saldo disponível.


6 - Verifique se o consórcio imobiliário atenderia o seu caso

  • Entenda: o consórcio é uma modalidade de compra coletiva, onde um grupo de pessoas se compromete a pagar uma parcela mensal, por um tempo determinado. Esse dinheiro é guardado em um fundo comum e, todo mês, alguns integrantes do grupo são escolhidos (por sorteio e por lance) para receber o valor do crédito e comprar o bem.
  • Na modalidade, você não paga juros, mas tem o custo da taxa de administração. É indicado para quem não tem pressa e quer se organizar no médio e longo prazo. Quem participa não recebe o imóvel na hora, então faz sentido para quem quer investir e consegue guardar dinheiro e dar lances.


7 - Se consegue pagar à vista o imóvel

  • Neste caso, a dica é: peça desconto e aproveite o maior poder de negociação.


Fonte: https://noticias.r7.com



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